2025 já chegou trazendo notícias quentíssimas para a indústria marítima e naval, sublinhadas pela ênfase no planejamento e ações reais por um futuro melhor. Os números recentes do Porto de Suape, que fechou 2024 movimentando um total de 24,8 milhões de toneladas e um crescimento de 3,6% em relação ao ano anterior, demonstram de forma palpável a relevância crescente do setor – representada por cargas industriais e contêineres resultantes do comércio eletrônico ao redor do mundo.
Este crescimento em números não vem sem um aumento correspondente da competitividade. Ao mesmo tempo em que a competitividade dita o uso cada vez maior de tecnologias de ponta no setor, como blockchain e IA para garantir – entre outros – maior precisão, previsibilidade e segurança digital, é crucial que esses avanços sejam traduzidos também no âmbito físico da infraestrutura portuária.
Investimentos de R$ 30,8 bilhões destinados ao setor naval
Em 2024, o setor naval brasileiro foi autorizado a investir R$ 30,8 bilhões, o maior valor desde 2012. Os recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) foram destinados a 430 projetos, incluindo construção, reparos e obras portuárias. Nos últimos dois anos, os recursos autorizados totalizaram R$ 45 bilhões, com 1.300 projetos aprovados, um aumento de 70% em relação ao período de 2019-2022. Em 2024, foram assinados contratos de R$ 5,33 bilhões para a expansão da indústria naval, financiando 548 obras, principalmente na navegação interior. Nos últimos dois anos, novos empreendimentos receberam R$ 6,36 bilhões. Leia o artigo na íntegra aqui.
Projetos abrangem construção de embarcações e modernização de instalações portuárias
Entre os projetos aprovados, está a construção de 400 balsas e 15 empurradores, visando a modernização da logística hidroviária nacional. Esse investimento, financiado pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM), deve gerar mais de 10 mil empregos e aumentar em seis milhões de toneladas por ano o escoamento de minérios no país. As novas embarcações serão construídas e entregues ao longo de quatro anos em seis estaleiros das regiões Nordeste, Norte, Sul e Sudeste. Os portos de Santarém e Vila do Conde, no Pará, também serão beneficiados com melhorias. Leia o artigo na íntegra aqui.
Melhorias previstas pela Lei das eólicas offshore pautadas pela sustentabilidade
O presidente Lula sancionou, com vetos, o projeto de lei 576/2021, que estabelece diretrizes para a geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis em áreas sob domínio da União. Lula vetou artigos que favoreciam a geração fóssil, afirmando que esses dispositivos estavam na contramão da lei sancionada. O governo destacou que os vetos representam uma correção de rumo e que o texto sancionado prevê incentivos ao desenvolvimento da indústria nacional, geração de empregos e fortalecimento da segurança energética. A lei também estabelece exigências para o descomissionamento de empreendimentos e a restauração das áreas exploradas. Leia o artigo na íntegra aqui.
A indústria naval como aliada na transição energética do país
No entendimento do Ministério de Portos e Aeroportos, a indústria naval tem potencial para ser aliada na transição energética do país, uma vez que a melhor distribuição dos modais de transporte já reduziria significativamente a emissão de carbono. O ministério informou que o FMM, nesse aspecto, “já aprovou projetos de pesquisa e desenvolvimento de motores híbridos e de construção de embarcações que irão operar com combustíveis sustentáveis, em convergência com a nossa agenda ambiental”. De acordo com o coordenador-geral de Fomento do Ministério de Portos e Aeroportos, Fernando Pimentel, o apoio ao setor, por meio do Fundo da Marinha Mercante, também reduz os custos logísticos, como combustível e manutenção. Leia o artigo na íntegra aqui.
Para que nossa trajetória seja a melhor possível, é fundamental que não percamos de vista as metas de sustentabilidade em 2025. O futuro já chegou – e nele, todos temos responsabilidades.